
Imagem: Info Money
Embora os investidores tenham se animado com as ações brasileiras em fevereiro, o Ibovespa acumulou uma queda de 2,6% no mês, deixando alguns receosos.
No entanto, as principais corretoras mantêm o otimismo e elaboraram carteiras recomendadas para março.
Itaú (ITUB4)
A Ágora destaca a melhora nos empréstimos individuais e a queda da inadimplência de pequenas e médias empresas como fatores positivos para o Itaú.
Se a estratégia se concretizar, a companhia deverá registrar um lucro líquido de cerca de R$ 45 bilhões em 2025, o que pode resultar em dividendos extraordinários e atrair mais investidores.
JBS (JBSS3)
O BB Investimentos aponta que os custos reduzidos de commodities, o equilíbrio na oferta de proteína suína e de aves, e a forte demanda mundial por carne bovina favorecem a operação da JBS.
A diversificação geográfica e de proteínas tem permitido o incremento da rentabilidade e a redução da alavancagem financeira, o que é especialmente relevante num cenário de juros contracionistas.
Petrobras (PETR4)
Com baixos custos de extração e alta capacidade produtiva, a Petrobras se destaca pela rentabilidade de sua operação, evidenciada por margens brutas de 52%.
Segundo a Terra Investimentos, os proventos esperados para os próximos 12 meses podem render um retorno de cerca de 15%, consolidando a Petrobras como uma oportunidade atraente no setor energético.
Vale (VALE3)
O Santander mantém uma visão “cautelosamente otimista” para o preço do minério de ferro, o que sustenta a tese de investimento na Vale.
A ação está sendo negociada a um valuation considerado atrativo, com indicadores abaixo da média histórica e dos concorrentes internacionais, oferecendo um potencial de valorização consistente.
Suzano (SUZB3)
Em seu relatório, a Ágora ressaltou que, embora os resultados recentes estejam em linha com as expectativas, o mercado está atento ao ciclo da celulose.
Os aumentos anunciados e as perspectivas para os ativos de embalagem nos Estados Unidos, somados a uma estratégia de alocação de capital bem definida, fazem da Suzano uma ação promissora para os próximos meses.
Eletrobras (ELET6)
A Terra Investimentos elogia a gestão financeira da Eletrobras, evidenciada pela distribuição de R$ 2,2 bilhões em dividendos e pela política de proventos trimestrais.
A redução da dívida líquida e o avanço no pagamento dos dividendos reforçam a solidez da companhia, apesar do impasse com a União sobre a Eletronuclear, que pode gerar alguma incerteza no curto prazo.
Conclusão
Apesar dos desafios recentes no mercado, as perspectivas para o setor acionário brasileiro permanecem positivas.
As recomendações para março apontam para ações sólidas, com fundamentos robustos e potencial de crescimento.
Se os investidores se mantiverem atentos aos fundamentos e às oportunidades, esse pode ser o momento de aproveitar as oportunidades que o mercado oferece.