Ameaças de tarifas dos EUA e políticas de imigração apresentam riscos ao crescimento da América Latina

América Latina
Imagem: Info Money

Em meio a um cenário de medidas protecionistas e políticas de imigração rigorosas dos Estados Unidos, a América Latina enfrenta crescentes desafios para seu crescimento econômico em 2025. 

Confira como esses fatores externos, aliados à limitada capacidade de estímulo fiscal e monetário na região, estão pressionando as economias latino-americanas.

Cenário de incertezas externas

A América Latina enfrenta incertezas crescentes para 2025, em meio a anúncios de tarifas comerciais, retaliações e deportações em massa dos Estados Unidos. 

Segundo o relatório da agência de classificação de risco Fitch, essas medidas externas, combinadas com políticas de imigração rigorosas, elevam os riscos para o crescimento econômico da região. 

Além disso, os países latino-americanos têm recursos limitados para responder por meio de estímulos fiscais e monetários.

Impacto dos encargos externos

O relatório ressalta que um dólar mais forte e juros elevados nos EUA devem aumentar os custos de empréstimos para governos e empresas na América Latina. 

Essa conjuntura pode pressionar as moedas locais e forçar os bancos centrais a adotarem políticas mais cautelosas, contribuindo para um “acúmulo de pressões de crédito negativas”.

Apesar desse cenário, a maioria dos países da região mantém perspectivas de classificação “estáveis”, como é o caso do Brasil.

Perspectivas regionais e classificação de risco

Entre os países analisados, cinco apresentam perspectivas “positivas” para o rating – Aruba, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala e Jamaica – e nenhum país recebeu uma perspectiva “negativa”. 

Em termos de crescimento regional, a Fitch destaca que a retomada da Argentina pode contribuir para uma leve aceleração do PIB regional, atingindo 2,2% em 2025. 

Por outro lado, o México enfrenta sérios riscos devido ao crescente protecionismo comercial dos EUA. 

No Brasil, as expectativas apontam para uma desaceleração do crescimento, em razão da inflação em alta, do aperto monetário e das incertezas fiscais. 

Brasil, Bolívia, Colômbia e Panamá estão entre os países com os maiores déficits fiscais previstos para 2025.

Conclusão

Em suma, as ameaças de tarifas dos EUA e as políticas de imigração representam desafios significativos para o crescimento econômico da América Latina. 

Com um ambiente de crescimento moderado, preços de commodities mais suaves e pressões de gastos sociais, as perspectivas de consolidação fiscal na região permanecem nubladas, exigindo cautela dos formuladores de políticas e dos mercados.

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