Dólar e Ibovespa recuam com temor de recessão nos EUA

Dólar recua
Imagem: Deny Campos/Arte/ND

Diante do cenário de incerteza na maior economia do mundo, os mercados brasileiros e internacionais apresentam sinais de cautela. 

Nesta terça-feira (11), tanto o Ibovespa quanto o dólar sofreram correções, refletindo o nervosismo dos investidores frente aos temores de uma possível recessão nos Estados Unidos e às mudanças na política tarifária de Donald Trump.

Cenário internacional e reação dos mercados

Os principais índices de ações nos EUA continuam pressionados. 

O Dow Jones e o S&P500 recuaram 1,14% e 0,75%, respectivamente, enquanto o Nasdaq, que havia experimentado uma queda de 4% na véspera – sua maior queda desde 2022 – voltou para queda com uma baixa de 0,18%. 

Essa volatilidade reflete as preocupações dos investidores quanto ao risco de recessão, que tem sido intensificado pelas recentes medidas protecionistas adotadas pelo presidente Trump.

Política tarifária de Trump e impactos

Em seu mais recente pronunciamento, Trump anunciou a intenção de dobrar as tarifas de aço e alumínio no Canadá para 50%, mas logo voltou atrás após a província de Ontário suspender uma sobretaxa de 25% sobre a eletricidade enviada aos EUA. 

“Estou analisando isso, mas provavelmente sim”, afirmou Trump aos repórteres, sinalizando uma incerteza que permeia o ambiente de negociação. 

Essas medidas tarifárias, aplicadas também aos produtos importados do México e da China, contribuem para o aumento do risco inflacionário e para a valorização do dólar, o que pode impactar negativamente a economia brasileira.

Reação no Brasil e expectativas para o futuro

Influenciado pelas incertezas internacionais, o Ibovespa fechou em queda de 0,81%, aos 123.507 pontos, acompanhando o recuo dos índices de Nova York. 

Por sua vez, o dólar, que havia subido 1% na véspera, corrigiu-se e caiu 0,68%, fechando cotado a R$ 5,81. 

O Citigroup, por sua vez, rebaixou a recomendação sobre as ações dos EUA de “overweight” para “neutra”, destacando que a hegemonia do mercado americano está em pausa, pelo menos nos próximos três a seis meses. 

Enquanto isso, o mercado aguarda a divulgação dos índices de inflação (CPI e PPI) nos EUA, que serão fundamentais para avaliar a direção dos juros e, consequentemente, a continuidade desse clima de cautela.

Conclusão

A combinação de uma política tarifária instável, temores de recessão e a expectativa de dados econômicos menos otimistas está levando os investidores a adotarem uma postura mais defensiva. 

A correção do dólar e a queda do Ibovespa refletem a volatilidade do momento, sinalizando que, nos próximos meses, as incertezas globais continuarão a influenciar o mercado.

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