
O Bitcoin (BTC) está a caminho de registrar seu pior primeiro trimestre em cinco anos, com uma queda de 6,30%, segundo dados da plataforma CoinGlass.
Isso marca um retrocesso maior do que o registrado pelos principais índices dos Estados Unidos no mesmo período.
A criptomoeda caiu para US$ 87 mil, muito abaixo de sua máxima histórica de US$ 109 mil em janeiro deste ano.
Fatores que impactaram o preço do Bitcoin
Especialistas apontam que a postura errática do presidente Donald Trump, com suas políticas comerciais e externas, aumentou a volatilidade nos mercados, gerando aversão ao risco que afetou diretamente o setor de criptomoedas.
Além disso, a política monetária do Federal Reserve, que mantém a taxa de juros alta, também reduziu o apetite por ativos de risco como o Bitcoin.
Correção dentro do esperado
Apesar da queda, analistas consideram que o movimento está dentro do esperado em ciclos de alta, com correções de 25% a 30% sendo comuns em mercados de alta.
O Bitcoin já passou por 16 correções significativas ao longo de sua história, com quedas entre 30% e 85% antes de retomar sua valorização.
O que esperar para os próximos meses?
Os analistas projetam uma recuperação gradual para o segundo semestre de 2025, especialmente com a expectativa de cortes nos juros nos EUA e o aumento da entrada de investidores institucionais através de ETFs de Bitcoin.
A maior clareza regulatória e a decisão de grandes players em alocar recursos em criptoativos são fatores que podem impulsionar o mercado.
Projeções para o preço do Bitcoin
Para os próximos meses, as previsões para o preço do Bitcoin variam. Caso o mercado corrija ainda mais, o suporte está entre US$ 60 mil e US$ 65 mil.
Se a criptomoeda continuar a se consolidar, o preço pode oscilar entre US$ 70 mil e US$ 80 mil.
Em um cenário otimista, com aumento da demanda institucional, o Bitcoin pode alcançar entre US$ 90 mil e US$ 100 mil após o halving de 2024.
Conclusão
O Bitcoin passa por um período de volatilidade e correção, mas especialistas esperam uma recuperação gradual nos próximos meses, impulsionada por cortes nos juros e o aumento da participação institucional.
Se a tendência se confirmar, o BTC poderá voltar a se valorizar e até alcançar novos patamares.