Filme “Ainda Estou Aqui” potencializa retomada do cinema nacional

Ainda Estou Aqui
Imagem: Divulgação

O filme “Ainda Estou Aqui” desponta como uma verdadeira locomotiva para a retomada do cinema nacional. 

Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, o longa já foi visto por mais de 5 milhões de brasileiros e faturou mais de R$ 100 milhões. 

Locomotiva para o cinema nacional

Tiago Mafra, secretário de regulação da Ancine, diz que o filme atua como uma locomotiva para o cinema brasileiro. 

Em entrevista à CNN, Mafra destacou que “Ainda Estou Aqui” acelerou o retorno do público aos cinemas. 

O longa já foi assistido por mais de 5 milhões de pessoas e faturou mais de R$ 100 milhões.

Candidatura ao Oscar e impacto no público

Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, o filme disputa o Oscar em três categorias: Melhor Filme, Filme Internacional e Melhor Atriz. 

Essa candidatura fortalece a visibilidade do longa. As premiações têm impulsionado o interesse pelo filme. 

Em sua 9ª semana, com a vitória de Fernanda Torres no Globo de Ouro, o público aumentou 57%. Na 10ª, cresceu 122% e, na 12ª, com a indicação ao Oscar, saltou 89%.

Impulso para o setor nacional

O sucesso de “Ainda Estou Aqui” traz reflexos positivos para o cinema nacional. 

Outros filmes, como “O Auto da Compadecida 2” e “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, também melhoraram suas bilheterias. 

Em 2024, 10,4% do público das salas optou por filmes brasileiros. Nas primeiras semanas de 2025, esse percentual chegou a quase 33% – patamar não visto desde antes da pandemia.

Crescimento do número de salas

O avanço no número de salas de cinema no Brasil favorece essa retomada. Em 2025, existem 3.517 salas, distribuídas em 460 municípios. 

Esse número supera o de 2019, quando havia 3.478 salas em 433 municípios. 

Mafra ressalta que sem esse parque exibidor robusto, filmes como “Ainda Estou Aqui” não teriam o público necessário para prosperar.

Desafios e expectativas futuras

Apesar dos resultados positivos, o futuro do cinema nacional depende de novos lançamentos com potencial semelhante. 

Mafra alerta que é preciso mais filmes com orçamentos robustos, capazes de romper barreiras de público e renda. 

Com essa estratégia e um parque exibidor forte, o cinema brasileiro tem tudo para se consolidar.

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