
Imagem: Petrosolgas
Dados divulgados pela ANP indicam que a produção de petróleo no Brasil recuou 2% em janeiro de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Confira os principais números e detalhes dessa movimentação.
Produção geral em queda
Em janeiro, a produção de petróleo brasileira totalizou 3,449 milhões de barris por dia (bpd), representando uma queda de 2% em relação a janeiro de 2024.
Esse declínio reflete, entre outros fatores, um recuo de mais de 6% na extração pela Petrobras, que é a maior produtora do país.
Em contrapartida, na comparação com dezembro, a produção apresentou um leve aumento de 0,8%, demonstrando uma certa recuperação no curto prazo.
Desempenho das principais produtoras
A Petrobras produziu 2,105 milhões de bpd em janeiro, uma redução notável em comparação aos 2,245 milhões de bpd registrados no mesmo período do ano anterior.
Já a Shell, que é a segunda maior produtora no Brasil e principal parceira da Petrobras no pré-sal, manteve uma produção estável, com 360.794 bpd, mostrando resiliência mesmo diante dos desafios do setor.
Produção de gás natural e contribuição do pré-sal
Além do petróleo, a produção de gás natural no Brasil atingiu 160,76 milhões de metros cúbicos por dia em janeiro.
Marcando assim, um crescimento de 4,4% em relação a janeiro de 2024, embora tenha registrado um ligeiro recuo de 0,2% comparado a dezembro.
Somando a produção de petróleo e gás, o país alcançou 4,460 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
Dentro desse total, o pré-sal foi responsável por 3,471 milhões de boe/d, representando 77,9% da produção brasileira – uma redução de 0,3% em relação ao mês anterior, mas um aumento de 2,4% em comparação com janeiro de 2024.
Conclusão
Os dados mostram que, embora a produção de petróleo tenha recuado em relação ao mesmo período do ano anterior, há sinais de recuperação no curto prazo, como o aumento em dezembro.
A estabilidade da Shell, o crescimento na produção de gás e a contribuição robusta do pré-sal são pontos que evidenciam a resiliência do setor, mesmo diante dos desafios enfrentados pela Petrobras.
Essas informações serão fundamentais para entender as perspectivas do mercado energético brasileiro nos próximos meses.