
Após mais de três anos de implementação das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil, a opinião dos torcedores é majoritariamente positiva.
Uma pesquisa exclusiva conduzida pelo InfoMoney, em parceria com a TM20 Branding e Brazil Panels, revelou que 60% dos torcedores aprovam o modelo de SAF, refletindo uma grande aceitação do modelo, com apenas 6,7% de rejeição.
Adoção do modelo nos clubes
A pesquisa indicou que clubes como Grêmio, Vasco e Atlético-MG estão entre os que mais abraçam o modelo de SAF.
O Grêmio, com 66,7% de aprovação, lidera entre as maiores torcidas do Brasil.
Vasco e Atlético-MG também estão na vanguarda, com aprovações de 63,6% e 60,8%, respectivamente.
Bruno Muzzi, CEO do Atlético-MG, acredita que a aceitação do modelo vai crescer com o tempo.
Ele explica que a SAF foi a única alternativa para tornar o clube financeiramente saudável sem depreciar patrimônio ou deixar de cumprir compromissos financeiros.
Saúde financeira e expectativas
O modelo de SAF, ainda relativamente novo no mercado esportivo nacional, tem mostrado resultados positivos em termos de sustentabilidade financeira.
As 99 SAFs no Brasil refletem uma tendência crescente, especialmente entre clubes com menores capacidades de arrecadação.
A adesão ao modelo é vista como uma forma de ascensão no cenário do futebol brasileiro.
A rejeição e a resistência dos torcedores
Apesar da aceitação em massa, há resistência, especialmente entre os torcedores de clubes como Palmeiras e Flamengo, que ainda operam sob o modelo associativo.
A pesquisa indicou que 23,5% da torcida do Palmeiras rejeita a transformação do clube em uma SAF, seguida por 18,7% dos flamenguistas.
Embora os dois clubes sejam exemplos de boa gestão e grande capacidade financeira, muitos torcedores não veem necessidade de adotar o modelo de sociedade anônima.
Papel dos jovens na adoção do modelo SAF
A faixa etária mais favorável à adoção das SAFs é a de 18 a 24 anos, com 42,2% de aprovação total, e um número ainda maior, 67,3%, quando incluídos os que aprovam parcialmente o modelo.
Este grupo também é o que mais apoia a mudança de modelo de gestão nos clubes para empresas, com 54,6% de apoio.
Propostas de alteração na Lei das SAFs
O ex-presidente do Senado e autor da Lei da SAF, Rodrigo Pacheco, propôs mudanças na legislação para clarificar a separação entre o patrimônio das SAFs e dos clubes, permitir a conversão de dívidas em participação societária, e a estruturação de ligas como SAFs.
As mudanças buscam aprimorar a Lei da SAF para torná-la mais alinhada às necessidades e à realidade do futebol brasileiro.
Conclusão
O modelo de SAF tem se mostrado uma solução eficaz para clubes brasileiros em busca de uma gestão financeira mais robusta e sustentável.
Com 60% de aprovação dos torcedores e uma tendência crescente, a adoção desse modelo deve se expandir nos próximos anos, especialmente entre clubes com dificuldades financeiras.
O futuro do futebol brasileiro pode, de fato, ser traçado por essa nova estrutura de gestão empresarial.