Prepare-se para uma reviravolta no universo da moda: enquanto a Renner luta para se manter relevante, a C&A desponta com resultados surpreendentes no 4T24, consolidando-se como a nova favorita do varejo.
Confira como essa gigante transformou desafios em oportunidades e conquistou a preferência dos investidores.
Resultados do 4T24 impulsionam a C&A
Na temporada do quarto trimestre de 2024, os resultados da C&A Brasil surpreenderam o mercado.
A empresa registrou um lucro líquido de R$ 254,9 milhões – alta de 59,8% – e um Ebitda ajustado (pós-IFRS16) de R$ 593,4 milhões, crescimento de 12,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Com esses números, as ações da C&A (CEAB3) saltaram mais de 12% nesta quinta-feira, atingindo R$ 10,04.
Comparação com a Lojas Renner
Enquanto a C&A apresenta resultados sólidos, a Lojas Renner (LREN3) está perdendo terreno. Analistas da XP – Danniela Eiger, Gustavo Senday e Laryssa Sumer – apontam que os indicadores da C&A são muito positivos.
As vendas líquidas consolidadas cresceram 11%. As vendas nas mesmas lojas (SSS) de vestuário aumentaram entre 14% e 16% ao ano.
Esses números mostram que a Renner enfrenta desafios para manter sua participação de mercado.
A consolidação de operações na Argentina também pesa, podendo ter inflado seus números.
Destaques operacionais e iniciativas internas
Os analistas destacam que o desempenho superior da C&A se deve, em grande parte, às iniciativas internas.
A empresa implementou estratégias como o Push&Pull, a precificação dinâmica e projetos de produtividade nas lojas.
Essas medidas ampliaram a margem bruta consolidada, que subiu 1,70 ponto percentual. Além disso, impulsionaram as vendas.
O segmento de Beleza cresceu 74% ano a ano. A Fashiontronics também teve uma expansão expressiva no produto/mix.
Perspectivas e recomendações do mercado
De acordo com o JPMorgan, os principais números da C&A superaram o consenso. Eles indicam expansão da lucratividade anual.
Por outro lado, o grupo de controle da Renner – que inclui a Riachuelo – mostra sinais de perda de participação de mercado. Isso pressiona os papéis LREN3.
Pesquisas realizadas pela XP apontam baixa convicção dos investidores em relação à Renner, com 59% dos respondentes posicionados como underweight ou short.
Por esse motivo, a XP mantém a recomendação de compra para a C&A, enquanto a visão para a Renner segue neutra, com cortes recentes de preço-alvo pela XP e pelo Itaú BBA.
Reação dos investidores e cenário futuro
A divergência entre os desempenhos de C&A e Renner mostra que o varejo de moda está mudando.
A agilidade e as estratégias internas inovadoras podem definir as preferências dos investidores.
A Genial Investimentos destacou os resultados “magistrais” da C&A e recomendou a compra, com preço-alvo de R$ 13,50 – potencial de valorização de +51%.
O mercado aponta para uma maior competitividade dos pares da Renner, que podem enfrentar desafios na execução de suas estratégias em 2025.